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Tênis Infantil 10 – Competência X Ranking: quem vence?

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 Muito bem, se você tem acompanhado nossos artigos, chegamos ao final da proposta de um currículo para o tênis infantil.  Se o leitor acaba de aterrisar nesta página, aconselhamos a leitura dos três artigos anteriores, fundamentais para a compreensão deste.  Agora a criança está entrando na adolescência, já não quer ganhar presente no dia 12 de outubro, etc. 

E aí, quais são os desafios que o tenista jovem terá pela frente agora? Nos meus anos de infanto-juvenil esta idade de 13, 14 anos era muito cobrada, e hoje em dia isso continua.  Os resultados em competições estaduais, nacionais e sul-americanas eram esperados ansiosamente por dirigentes de clubes e federações.  O tenista desta idade que não ganhava títulos já era completamente discriminado nos treinamentos.  Por quê ?  por ignorância!

Nesta idade, a maturação fisiológica passa por muitas transformações, e varia muito de jovem para jovem a velocidade desta maturação.  Só porque o Michael Chang foi campeão em Roland Garros aos 16 anos, Boris Becker campeão de Wimblendon aos 17, e Martina Higgins chegou a número 1 do mundo pouco antes do seu décimo-sétimo aniversário, dirigentes acham que se aos 13 não chegou ao topo do ranking nacional, será um caso perdido…  É por isso que tantos jovens e promissores tenistas brasileiros pararam de jogar pouco antes ou logo depois de ingressar no profissionalismo: o stress para chegar ao topo do ranking juvenil pode ter sido tão grande em tão tenra idade, que ocorreu aquele fenômeno conhecido como burn-out : o jovem está “queimado”, estafado, sem forças para continuar no tênis. 

Tenho amigos tenistas que nunca mais pegaram na raquete, outros nunca mais praticaram esporte! Bem, a boa notícia é que o jovem pode manter seu foco e alegria de jogar.  Basta que técnicos e preparadores físicos continuem a colocar objetivos de performance adequados para a idade e maturação de cada atleta.  O tenista tem total controle para alcançar seus objetivos técnicos e físicos, basta treinar e trabalhar.  Se na competição ele conseguir aplicar o que aprendeu nos treinos, e ainda assim perder o jogo, saberá o que está faltando aprender e aprimorar, o que vai motivá-lo ainda mais a se dedicar às aulas e treinos.  Consideramos que o tenista aprende uma habilidade ou competência, quando consegue aplicá-la em situações competitivas.

Mas, e o ranking?  Ranking é consequência direta de competência.  No início, diferenças em maturação físiológica podem fazer a diferença entre ganhar ou perder.  Crianças muito precoces de 9 anos, podem vencer adversários mais velhos.  Aí é que entra o perigo: a criança de 9 (ou melhor, os pais da criança) se acha o máximo, e pode deixar de melhorar sua técnica por acreditar que não tem mais nada a aprender.  A criança mais velha que perdeu pode ficar tão arrasada, que por medo também vai estacionar seu aprendizado.  Sentiram o drama?   Objetivos de ranking devem ser incluídos aos objetivos técnicos aos 13, 14 anos sim, mas não antes. 

Estes objetivos devem ser graduais (estar entre os três melhores do grupo de aulas, do clube ou academia, da cidade, do estado, do Brasil, do mundo!), e sempre ligados aos objetivos técnicos e de preparação física.

Você tem mais perguntas?  Nós temos as respostas e mais perguntas…Nosso e-mail é contato@suzanasilvapromocoes.com.br

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