Ola meus caros, tudo bem? Como sempre devendo, mas sempre tentando me manter atualizado. Mesmo tendo esse artigo publicado em 2007, acredito que é de grande valia para nós educadores, médicos, leitores e pacientes. Aproveitem! (caso queiram o artigo me enviem um email ok?).
Em tempos recentes, o exercício vem crescendo seu consenso sobre seus reais efeitos benéficos sobre pacientes com doenças cardiovasculares, ainda mais em casos severos que impedem uma função cardíaca normal, fazendo uma ligação controvérsia que a inatividade física acelera os problemas para o desenvolvimento da insuficiência cardíaca. Com total respeito, entrarei um pouco na área do nosso querido professor Newton Nunes.
Como a melhor forma de predizer uma doença ou mesmo a morte por conta das DCVs(doenças cardiovasculares) entre pacientes cardiovasculares estáveis ou mesmo para pessoas ditas “saudáveis” das quais executam o primeiro exame de averiguação. Contudo, isso ainda é controverso devido ao nível e formato do exercício que é prescrito para atingir os efeitos benéficos. Linhas ate então indiscutíveis apostam que um bom exercício aeróbio em alta intensidade causa melhores adaptações cardiovasculares do que os de baixa e media intensidade em pacientes portador de doença arterial coronária, insuficiência cardíaca crônica ou disfunção na função do ventrículo esquerdo em sujeitos saudáveis.
Exercícios executados aproximadamente a 90% do Vo2pico é uma forma acima dos padrões para humanos. Este nível de exercício aeróbio pode ser ativado em treinamentos na forma INTERVALADA (zona de treinamento com limite superior e inferior), podendo assim ser viável a esses pacientes desde que bem controlados e estáveis. Tem com característica envolver a recuperação da contração dos cardiomiocitos, atenuando a hipertrofia miocardial, e reduzindo a expressão de peptídeos natriuréticos atriais (in vitro com IC). O efeito benéfico na remodelação cardíaca da função dos miocitos era similar a aqueles observados nos receptores de Angiotensina II em pacientes que utilizavam o fármaco “Losartan”, isso indica que o treinamento intervalado deve ser um potente modificador do pós infarto. Esse estudo hipotetisou que o Intervalado é mais efetivo do que o continuo moderado na melhora das características cardiovasculares saudáveis e na reversão do remodelamento miocardial em pacientes com IC estável.
Foi um estudo randomizado que dividiu o grupo em: controle, exercício aeróbio intervalado e exercício aeróbio continuo moderado (control group; AIT; MCT; respectivamente). Através de um teste de esteira e da coleta de sangue para mensurar o lactato o LA(limiar anaeróbio) foi encontrado de cada paciente.
Os pacientes treinaram 2 vezes por semana sendo uma sem supervisão; enquanto que o grupo controle treinou 3 vezes por semana. O treino consistia em uma corrida na esteira em subida. O grupo AIT aquecia 10minutos por volta de 50% a 60% do VO2pico (=65-75% da Fcmaxima) antes dos 4 minutos intervalados a 90-95% da Fcpico. Isso ia se sucedendo com 3 minutos de pausa ativa, caminhando a 50-70% da Fcpico. Tendo uma atenção no final para o relaxamento na forma da caminhada descrita acima.
O grupo MCT caminhou continuamente a 70-75% da FCpico por 47 min., assim como os outros grupos. Todos portavam um frequencimetro e também comunicavam a intensidade do exercício de acordo com a escala de Borg. O sangue coletado para mensuração do lactato foi medido nas 3 primeiras e 3 ultimas sessões do programa. O treinamento em casa foi baseado em caminhada na forma de subida em local aberto.
O grupo controle seguia as ordens medicas e de familiares sobre a caminhada que deveriam executar por 47 minutos continuadamente na esteira a 70% da Fcpico, 3 vezes na semana.
Este estudo obteve dados concretos e positivos para essa população. Resultados ótimos para a remodelagem do ventrículo esquerdo, fração de ejeção, função diastólica, performance das mitocôndrias do músculo cardíaco, nível de estresse do coração, capacidade de suportar o exercício, aumento do VO2, entre outras. Sendo esses resultados mais favorecidos ao treinamento INTERVALADO do que do MODERADO CONTINUO.
Mesmo com tantos números que comprovam sua eficiência, temos que nos ater que são poucos os artigos publicados com essa metodologia ate mesmo pelos comitês de ética controlarem essas intensidades. Como sempre digo e acredito, a vida segue um passo após o outro, então crie sua própria capacidade de interpretar seu organismo e gradativamente evolua, evolua em todos os sentidos, e aqui queremos que seu auto-conhecimento tenha como auxilio o EXERCÍCIO. Então respeite seu organismo e pé em seu tapete vermelho com o nome de ESTRADA!



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